segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Para que participar da Florida Cup?

Eu ainda tenho dúvidas sobre os benefícios do Corinthians participar da Flórida Cup. A justificativa da internacionalização da marca não me convence. O futebol norte americano não tem tanta visibilidade como o Europeu e o Timão tem muito mais prestígio individual que o conjunto dos clubes da América do Norte. Se fosse um torneio na Europa poderia sim trazer visibilidade ao clube do Parque São Jorge e colocá-lo na vitrine mundial. Suponho que apenas ganhos financeiros possam explicar a participação alvinegra nesse evento. 
Será que isso justifica o desgaste do time nesse ano em que, devido à Copa do Mundo, a pré temporada é mais curta com os campeonatos regionais iniciando prematuramente? 
Ao se apresentar em 03/01/2018, o elenco ainda não deverá estar completo e a saída e a entrada de jogadores, natural na janela de transferências, resultará num time ainda defasado, totalmente desentrosado e sem ritmo de jogo. E será esse esboço de time que, com alguns poucos dias de treinamento, irá enfrentar times europeus em meio de campeonatos nacionais, devidamente treinados e entrosados. 
Serão dois jogos em que os adversários se apresentarão em melhores condições físicas, técnicas e táticas. Voltando de férias, os brasileiros ainda estarão fora de forma e, por maior que seja a competência do Carille, não haverá tempo hábil para se estabelecer um padrão de jogo e o entrosamento do time. Padrão de jogo e entrosamento dependem das características dos atletas, do conhecimento mútuo dessas características, bem como de repetição e muito treinamento, o que não ocorrerá no tempo exíguo entre a apresentação do elenco e a estreia no torneio. E ainda tem a viagem para aumentar o desgaste físico dos jogadores.
Creio que seria mais racional ficar no Brasil e fazer uma pré temporada mais produtiva, que possibilitasse um melhor conhecimento pela comissão técnica dos novos contratados bem como o entrosamento do grupo. Uma pré temporada mais tranquila, sem viagens e correrias. Além disso, evitar-se-ia um risco desnecessário de lesões e perda de jogadores para os campeonatos que teremos pela frente. Sem o devido preparo físico, técnico e tático, por falta de tempo hábil, o Corinthians e os demais times brasileiros participantes do torneio enfrentarão times europeus totalmente estruturados, organizados, com plenas condições físicas e técnicas, entrosados e com um padrão tático já definido. Para enfrentá-los será necessário muito esforço e superar na raça o desnível decorrente da diferença das condições já mencionadas. Enquanto os europeus devem estar voando, no meio de seus campeonatos nacionais, os brasileiros ainda estarão no início do preparo para a temporada, apenas aquecendo-se para os campeonatos regionais. 
Será que vale a pena?

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canaleua.com 
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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Jô é o cara

Após passar por problemas extra campo, mas com repercussão negativa em seu desempenho, e ficar seis meses sem jogar, Jô chegou ao Corinthians desacreditado pela imprensa e por parte da torcida. Foi até objeto de gozação dos adversários que tinham no elenco atacantes badalados. Poucos foram os que acreditaram que ele ainda tinha cacife para bancar o seu futebol e o jogo da sua vida. Mas o jogador sabia do que era capaz e, com muito trabalho e apoio da família, encontrou forças para resgatar o talento que não estava morto, mas apenas adormecido. Treinou forte e já no início do Paulistão mostrou que ainda tinha muita lenha para queimar, tornando-se um dos principais líderes do elenco. E acabou ganhando a bola de prata e sendo eleito o melhor jogador co Campeonato Paulista. 
No Brasileirão, experiente e habilidoso, foi autor de gols importantes e decisivos e um referencial para os jogadores mais novos. Sua aplicação nos gramados foi fundamental para a conquista do Hepta Campeonato, não só pelos gols marcados, mas também pela sua capacidade de liderança. Foi ao lado de Cássio e de Balbuena, um dos suportes do time do Carille e uma força motivadora do time campeão. 
Superando as melhores expectativas, calou a boca dos críticos, alcançando a artilharia do campeonato com 18 gols marcados. Além de receber a bola de prata e a bola de ouro, de ser considerado o melhor atacante, foi também premiado como o melhor jogador do Brasileirão. 
Importante no seu desempenho foi a confiança do grupo e principalmente do Carille que soube motivá-lo e fazer emergir o que ele tem de melhor. Felizmente, o Corinthians, capitaneado pelo seu técnico, ignorou as críticas daqueles que menosprezaram o jogador e a sua capacidade de superação. Ciente das qualidades do Jô, o time que o formou recebeu de braços abertos o seu filho pródigo. E este não decepcionou. 
Nós torcedores só temos que agradecer o empenho, a aplicação, a garra, a liderança e o corinthianismo do Jô. Se este campeonato foi do Carille, sem dúvida, Jô foi o cara, não só do Corinthians, mas do Campeonato Brasileiro. 

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terça-feira, 28 de novembro de 2017

A culpa não é do empresário

Tem muita gente responsabilizando o empresário do Pablo pelo não acerto do jogador com o Corinthians com base no fato dele sempre ter declarado o desejo de permanecer no clube. Diante da malograda negociação, a única conclusão possível é que o amor pelo dinheiro sobrepujou o declarado desejo de continuar defendendo o Timão. Convém lembrar que quem contrata o empresário é o jogador, e não o contrário, portanto, a última palavra é do contratante e não do contratado. Assim, Pablo é o único responsável pela sua decisão de não permanecer no Corinthians e passar tal responsabilidade para seu empresário seria destituí-lo de seu livre arbítrio e da condução de seu destino. 
É óbvio que ele tem o direito de escolher o que acha ser melhor para ele. Mas não foi nada elegante permitir que seu empresário sondasse outros times, num verdadeiro leilão do jogador, enquanto declarava que queria permanecer, prolongando a negociação para ganhar tempo até aparecer uma proposta financeiramente melhor. Deveria ter sido honesto e aberto o jogo de quanto queria ganhar e em que condições e não ficar "cozinhando o galo", à espera de uma proposta economicamente mais vantajosa. Em nenhum momento ele considerou o fato de que estava encostado no Bordeaux e que o Corinthians recuperou-o para o futebol, colocando-o na vitrina onde passou a ser cobiçado por outros times. Se, profissionalmente, ele tem o direito de escolher o que lhe parece ser melhor, o Corinthians tem o direito de dispensar seus préstimos e devolvê-lo ao time a que pertence, da mesma forma que o Marciel foi devolvido ao Corinthians antes do término da vigência do empréstimo. 
Quanto ao veto à participação na festa da entrega da taça, considero que o mesmo serviu para preservá-lo de um vexame, pois, com certeza seria vaiado e xingado pela torcida. Se o clima era de festa, de celebração, de confraternização, não teria sentido possibilitar uma situação constrangedora para o jogador e para a própria festa. Se ele ajudou a conquistar o título, foi pago para isso e conforme declaração de seu empresário, o Corinthians não lhe deve nada, seus proventos estão em dia. Pablo supervalorizou-se ao pedir um salário muito acima ao teto do clube e condições especiais para o pagamento de luvas. Parece que pediu algo desproposital para poder ficar livre para fechar contrato com outro time. Está no seu direito, assim como o Corinthians está no direito de não relacioná-lo para os dois jogos que faltavam. 
Sem clima para celebração e até para evitar tumultos, não participou da festa do Hepta, não porque saiu do Corinthians, mas pela forma como saiu. Se usou o Corinthians para se recuperar para o mundo da bola e para se valorizar, se simulou estar satisfeito no clube, manifestando o desejo de ficar ao mesmo tempo que permitiu que seu empresário o colocasse em leilão, se pediu um contrato fora dos padrões do clube para poder ficar livre para fechar com quem venceu o leilão, houve uma quebra de confiança. E com quebra de confiança não existe condições de participar com o grupo, no qual se inclui a diretoria com quem negociou, de uma celebração, que é também uma confraternização. 

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globoesporte.globo.com/Reprodução/Instagram 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Nunca foi FAX

Nunca foi FAX, foi sempre na bola, no jogo jogado, no corpo suado, sempre na raça. Assim, conquistamos mais um título sem nenhum favor da cbf, sem arranjos e sem trapaças. Título conquistado no campo por um time de operários abraçado pela sua Fiel Torcida. Título resultante do futebol jogado com garra, com determinação e com muita paixão. Paixão que é marca do corinthianismo que brota no coração de mais de trinta milhões de loucos espalhados pelo mundo e irmanados pelo mesmo sentimento nos maus e nos bons momentos. 
Sete vezes campeão do Brasileirão, títulos autênticos sem asteriscos, sem penduricalhos, marcados pela entrega e pela dedicação. Dedicação que transparece no futebol jogado, no gol comemorado, no grito da torcida, no empenho da comissão técnica, no zelo do funcionário anônimo que não aparece, mas que cria as condições para que o espetáculo possa acontecer. 
A todos vocês, nosso reconhecimento e nossa gratidão. Sabemos que se nunca foi FAX, também nunca foi fácil. Sabemos que tudo no Corinthians é super mensurado e que a luta diária é contra tudo e contra todos. Contra os adversários, contra a parcela abutre da imprensa, contra a anticorinthianada doente... E até contra a nossa pouca paciência decorrente da ansiedade por querermos sempre vencer. 
Sim, não passamos a mão na cabeça, criticamos o que deve ser criticado, apontamos as falhas e não perdoamos. E, às vezes, até exageramos. Porque no Corinthians tudo é grande e a vitória é nossa meta, o amor é nosso combustível e a fidelidade o nosso motor. 
O amor colocado na ponta da chuteira do jogador e, na arquibancada, no grito do torcedor. Mas, também, nos olhos de quem está longe e somente pode assistir pela televisão ou ouvir pelo rádio. Nos olhos que choram a cada derrota, mas que brilham a cada gol marcado, a cada vitória, a cada título conquistado. Pois não importa a distância, o amor é sempre o mesmo, na alegria e na tristeza. 
E, mais uma vez, irmanados pela mesma paixão, soltamos o grito de campeão. Corinthians sete vezes campeão brasileiro. Sete títulos legítimos, sem FAX e sem artimanhas. 

 

Créditos e fontes de imagens 
Djalma Vassão/ Gazeta Press/gazetaesportiva.com 
twitter.com/@Corinthians/Rodrigo Coca 
facebook.com/Daniel Augusto Jr. 
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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Expectativas e especulações

Após a conquista do Campeonato Brasileiro, as preocupações corinthianas voltam-se para a formação da equipe que defenderá o time em 2018. Quem fica, quem sai e quem chega ocupam as mentes alvinegras e desafiam o clube que, com pouco dinheiro, não tem como contratar grandes estrelas e tem que se contentar com jogadores baratos e de preferência não vinculados a nenhum clube. Se isso restringe as opções de mercado, por outro lado elimina a possibilidade da chegada de estrelas que poderiam por em risco a harmonia do grupo. A história do Corinthians nos mostra que times de operários têm dado conta do recado, enquanto em outros times, equipes caras e recheadas de astros têm fracassado. 
A realidade é que, por maior que seja o esforço da diretoria, perderemos alguns jogadores para times estrangeiros. Por outro lado, teremos de volta jogadores emprestados, alguns com bom desempenho nos times que atuaram em 2017. Em tempo de vacas magras e de dinheiro curto, o bom senso manda aproveitar aqueles que tiveram bom desempenho, dar mais oportunidade aos que vieram da base e só ir ao mercado para qualificar o time. Se for para trazer atletas com a mesma qualidade, que não se jogue dinheiro fora e valorize o que já temos. Lucca, Jean, Mendonza e Douglas fizeram uma boa temporada e Carlinhos e Pedrinho merecem maiores chances. 
No entanto, pela demanda de campeonatos a serem disputados no próximo ano, inclusive a Copa Libertadores, o Corinthians precisa de alguns jogadores experientes e cascudos. Será que os que estão sendo especulados possuem as qualidades necessárias ou estão no mesmo nível daqueles que já são nossos. Se, como disse Carille, não vem nenhuma cereja, que pelo menos venham alguns que, como fermento, consigam levedar a massa e fazê-la crescer. E que a diretoria ouça o Carille, para não fazer as besteiras de anos anteriores quando contratou jogadores que se revelaram inúteis e sem a mínima condição de jogar no Corinthians. Jogadores que, às custas do Corinthians, que continua pagando seus salários, defenderam outros times, a maioria na Série B. 
Diante dos desafios que teremos em 2018: Paulista, Brasileiro e Libertadores, muitas são as expectativas e as especulações. Que a diretoria e a comissão técnica tenham a inteligência e o bom senso para qualificar o time, atendendo as necessidades reais do Corinthians e não os interesses escusos de empresários mau intencionados. 

Crédito e fonte de imagem
sinsempreredencao.blogspot.com

domingo, 19 de novembro de 2017

De ressaca

A ressaca foi tão grande que o Corinthians só chegou para o jogo no segundo tempo. Antes disso, a equipe parecia um bando de zumbis andando no gramado. O que vimos em campo foi um time desfigurado, desorganizado, desentrosado, desconcentrado, confuso, sonolento e sem um mínimo de criatividade. Se para o campeonato o jogo não valia nada, era a oportunidade para ganhar do único time que faltava vencer e o momento dos jogadores que pouco atuaram na temporada mostrarem que podem ser úteis em 2018. Infelizmente, eles não aproveitaram a oportunidade e o Corinthians foi derrotado  no Rio de Janeiro. A derrota desenhou-se na etapa inicial com o Corinthians mal escalado, batendo cabeça e apresentando um futebol confuso e ineficiente. Erro do Carille, ao escalar um time sem nenhum meia de criação e falha dos jogadores pela falta de atenção e de concentração. 
Alguns jogadores sentiram a falta de ritmo de jogo, como Léo Príncipe e Marciel, e o time padeceu com o desentrosamento decorrente das mudanças. Para alguns faltou qualidade técnica e habilidade e para todos, com exceção do Romero, faltou raça e comprometimento. Entraram para cumprir tabela e por descaso e omissão, tiveram a faixa carimbada pelo adversário. 
Na etapa final o time entrou mais ligado e a presença de Giovanni Augusto melhorou a atuação do meio campo. Se tivessem atuado assim desde o início, poderíamos ter saído, pelo menos, com um empate. 
Há quem desconsidere o mau resultado, argumentando que o jogo não valia nada. Discordo dessa postura e considero que a mesma é um desrespeito à camisa do Corinthians. Se tivesse perdido jogando bem e demonstrado raça, o resultado até poderia ser desconsiderado. Mas não aceito a displicência do time no primeiro tempo, sua negligência em campo nem seus erros juvenis. Acho mesmo que se era para passar vergonha, seria melhor ter jogado com o time sub 20. Os moleques poderiam até perder, mas dariam o sangue em campo. 
E por falar em garotos, por que Pedrinho não iniciou jogando? Se tivesse entrado antes dos três a zero, teria sido mais produtivo que o inútil do Fellipe Bastos. 
Lamentável foi a atuação da arbitragem. Caseira e de má fé, influiu diretamente no resultado do jogo, fechando os olhos para os erros dos jogadores rubro negros e penalizando os corinthianos com faltas inventadas, pênalti inexistente e cartões. Mas o Corinthians atuou tão mal, que não dá para responsabilizar somente a arbitragem pela nossa derrota. 
No próximo domingo, em Itaquera, contra o Atlético Mineiro, espero que a ressaca já tenha passado e que o Corinthians volte a jogar como Corinthians. 

Crédito e fonte de imagem 
geradormemes.com 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Título do Carille

Visto com desconfiança pela torcida e desacreditado pela mídia, Fábio Carille, contrariando os mais terríveis prognósticos, levou o Corinthians à conquista dos campeonatos Paulista e Brasileiro, dando o maior cala boca nos "entendidos" do futebol. Jornalistas, inclusive corinthianos, duvidaram de sua capacidade de gerir um time com a grandeza do Corinthians e, numa análise superficial, decretaram sua falência como técnico de futebol, sem ao menos dar-lhe o tempo necessário para mostrar seu trabalho. 
Obviamente que ninguém poderia cravar seu sucesso, mas foi bastante leviana a postura daqueles que, prematuramente e sem nenhum dado objetivo, lhe atiraram pedras, mesmo antes do início do seu trabalho. 
Aqueles que desdenharam a efetivação do Carille ignoraram indícios importantes a favor do técnico: o fato de ter trabalhado como auxiliar do Mano e do Tite, o que lhe proporcionou uma grande aprendizagem, e seu conhecimento do Corinthians e do corinthianismo. Sabemos que sua contratação não se deu por esses fatores, mas eles foram fundamentais para o seu êxito no comando alvinegro. Outro fator decisivo foi sua capacidade de gerir o grupo, fazendo dos jogadores mais experientes seus colaboradores no direcionamento dos mais jovens. 
Com um elenco limitado, com jogadores jovens, sem nenhuma grande estrela, Carille teve a capacidade de montar um time taticamente disciplinado e definir um padrão de jogo que, mesmo manjado, tornou-se difícil de ser batido. E assim o time conquistou o Paulistão e o Brasileirão para a alegria da Fiel e o desespero dos antis. 
Obviamente que nem tudo foi perfeito. Carille não é Deus e, como todo ser humano, tem suas qualidades e seus defeitos. Mostrou uma certa dose de teimosia ao demorar para mexer no time, mas os maus resultados do segundo turno obrigaram-no a fazer as mudanças necessárias à oxigenação da equipe quando os titulares perderam o gás. Em dado momento mostrou excesso de confiança, mesmo diante dos resultados desfavoráveis. No entanto, suas qualidades de gestão, seu conhecimento tático e sua capacidade de gestão do grupo predominaram e foram determinantes para o sucesso alvinegro e para a recuperação de jogadores desacreditados. Mesclando a experiência dos mais velhos com o entusiasmo dos mais jovens ele conseguiu montar um time organizado, equilibrado e aguerrido, onde o coletivo potencializou as qualidades individuais. Cercando-se de auxiliares competentes e dedicados, conseguiu, com muito trabalho, fazer do Corinthians de 2017 a primeira e maior força do futebol paulista e brasileiro. 
Por isso, sem medo de errar e sem menosprezar os jogadores e demais membros da comissão técnica, afirmo que esse título que acabamos de conquistar é um título do Carille

Créditos e fontes de imagens e vídeo 
Djalma Vassão/Gazeta Press/gazetaesportiva.com 
youtube.com/You Timão 
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