terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

VOLTA CORINTHIANS

Três jogos seguidos sem vencer, duas derrotas e um empate para times considerados pequenos, com condições financeiras e estruturais muito inferiores e absurdamente menores que a do nosso Coringão. Se não conseguimos superar adversários que possuem recursos tão escassos, como enfrentaremos os clássicos e os jogos da Copa Libertadores que se aproximam? Essa é a pergunta que deve estar na cabeça da maioria dos torcedores e, possivelmente, da comissão técnica, dos jogadores e da diretoria. Na realidade, mudam algumas peças, muda o esquema tático, só não mudam o desempenho e o resultado. A justificativa das saídas de Pablo, Arana e Jô procedem apenas em parte, pois o time já vinha decaindo no segundo turno e só foi campeão devido a gordura anteriormente acumulada. 
Está certo que ainda não temos substitutos apropriados para Arana e Jô, mas essa não é a única explicação. Errar os fundamentos básicos tem sido uma constante nos jogos da temporada. As falhas têm sido tão evidentes que não dá nem para reclamar dos erros da arbitragem. Falta concentração e atenção aos jogadores e com isso, além de não fazer gols, o time vem tomando gols bobos e totalmente evitáveis. O gol de empate do Red Bull foi apenas mais uma lastimável desatenção e vacilada que nos roubou dois pontos preciosos. 
Carille não está conseguindo dar ao time o padrão tático necessário, no entanto não é o maior responsável pelos maus resultados. A diretoria contratou mal, não repôs devidamente as perdas, inflou algumas posições em detrimento de outras mais necessitadas. Como resultado temos um elenco inchado e posições carentes de peças qualificadas. E, numa política de redução de danos, estamos emprestando jogadores e pagando a maior parte de seus salários. Carille está tendo que se virar com o que tem, mas falta-lhe material humano. Mesmo sendo um bom técnico, ele não é Deus nem santo milagreiro. 
Para complicar, os jogadores, desatentos e desconcentrados, parecem estar acomodados e, física e tecnicamente defasados, ainda não se encontraram em campo. Erram passes de meio metro, finalizam mal e falham defensivamente. Com raríssimas exceções, está faltando garra, e raça ao time. Os jogadores estão afobados e avoados, não se entendem em campo nem demonstram vontade e capacidade de superação. 
Diante dos desafios iminentes a situação é preocupante. O tempo é escasso para a devida reposição para as posições carentes e parece que são poucas as condições de superar na raça as deficiências físicas, técnicas e táticas. Ouso afirmar que, sem providências imediatas, colocaremos em risco a temporada. Foi dado o sinal de alerta e somente um esforço conjunto da diretoria, comissão técnica e jogadores será possível trazer de volta o Corinthians verdadeiro, superar as dificuldades e enfrentar com dignidade os desafios da temporada. 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Apertem o cinto. O Corinthians sumiu.

Por onde anda aquele time organizado, raçudo, que marcava bem, criava oportunidades e fazia gols? Parece que aquele Corinthians sumiu, foi abduzido e evaporou. O que temos visto nos últimos jogos é um arremedo de time, um bando de zumbis, um catadão desorganizado, sem raça e sem graça, desconcentrado e sem vontade, que não consegue vencer times abaixo de medianos, apresentando desempenhos ridículos e péssimos resultados. Um time que não marca, não cria, que pouco finaliza e que nas poucas vezes que tenta, chuta errado, chuta fraco e não faz o gol. Um time com jogadores amorfos, sem fome de bola, repetitivo, sem repertório de jogadas e que, com raríssimas exceções, sua a camisa. Se estamos em início de temporada, é início para todo mundo e isso não justifica o fraco desempenho alvinegro. 
Perdemos jogadores importantes sem reposição à altura. Juninho Capixaba pode ter muito potencial, mas hoje não passa de um garoto assustado que não aguenta o peso da camisa do Corinthians. René Dutra, além de não ser centro avante, não está tão à vontade como quando atuava no Avaí e por opção técnica do treinador estamos com laterais reservas improvisados. Taticamente o time não se reencontrou no 4-1-4-1 e Carille ainda não sabe se o problema é na formação tática, nos jogadores ou nos treinamentos. Parece estar perdido e sem a segurança de 2017. 
Analisando os últimos jogos percebemos a necessidade urgente de reencontrar o time e do time reencontrar-se com o futebol. Os dois últimos jogos foram péssimos quanto ao desempenho e resultados. É visível que no atual esquema tático, o volante Gabriel fica sobrecarregado, a zaga fica desprotegida e os meias, não dando conta de criar e marcar, não fazem uma coisa nem outra. E com a defesa fragilizada pela inoperância na marcação dos laterais, são 90 minutos de sufoco. Na frente, quando a bola chega, os atacantes desperdiçam. Para complicar mais ainda, continuamos falhando nas bolas aéreas defensivas e tomando gols de bola parada. Apesar da violência urbana, hoje, o torcedor corinthiano tem mais medo de escanteio do que de assalto. 
Estamos próximos de um clássico e da estreia na Copa Libertadores e o time sumiu. Mesmo com deficiências no elenco, é preciso resgatar a organização da equipe, mesmo que para isso tenha que mudar o esquema tático. Não basta mudar as peças, tem que mudar a forma de jogar e a atitude em campo. Melhorar as condições físicas e técnicas dos jogadores, aumentar o nível de concentração, resgatar a raça, a garra e a vontade, que sempre foram os diferenciais do Corinthians, criar novas estratégias e escalar os melhores, eis algumas medidas que precisam ser implementadas com a máxima urgência para o sucesso do time na temporada. 

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globoesporte.globo.com-Marcos Ribolli/globoesporte.globo.com 

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Atravessando o samba e desafinando

Jogando num sábado de Carnaval, o Corinthians perdeu de virada para o fraco time do Santo André, que até então não havia ganho nenhuma partida no Campeonato Paulista. Após um primeiro tempo razoável, o time deixou seu repertório no vestiário e foi totalmente dominado pelo adversário. Em analogia aos festejos de Momo, podemos dizer que no segundo tempo o Abre Alas escorregou, a Bateria desafinou, a Porta Bandeira parou, a Ala das Baianas não sambou e a passista tropeçou. E o Corinthians de ferrou. 
Com jogadores melhor remunerados, com uma estrutura financeira e condições de jogo muito superior ao pequeno e aguerrido Santo André, com jogadores mais qualificados, a derrota é logicamente inexplicável e vexaminosa. Nossos jogadores voltaram do vestiário desatentos, desconcentrados, dispersivos e avoados. O time voltou sem padrão de jogo e sem organização. As mudanças não surtiram efeito e amargamos a segunda derrota no campeonato. Assim como vem ocorrendo, o time morreu na etapa final, não conseguindo sequer segurar o resultado, já que vencia por 1 a 0, com gol de Rodriguinho.
Levou o empate com um golaço do Tinga e a virada com o gol impedido do Lincom. Incrível como a lei do ex sempre funciona contra nós.
Errando muitos passes (45) e finalizações (8 erradas e 4 certas), o alvinegro não fez valer sua superioridade técnica e sucumbiu diante de um time que ainda não tinha conseguido vencer no Paulistão. Mesmo com o segundo gol do adversário marcado em impedimento, Carille não reclamou da arbitragem. O time foi tão mal e errou tanto que ficou sem moral para reclamar do erro do bandeira.
O jogo serviu para mostrar os erros alvinegros e a necessidade de reforçar algumas posições. Juninho Capixaba falhou muito, principalmente na defesa. Considero a possibilidade e a necessidade de dar uma chance para o Guilherme Romão. Gabriel ficou sobrecarregado na marcação e no segundo tempo a dupla Jadriguinho não funcionou. Clayson, para não variar foi outro que pifou na etapa final. É inacreditável, mas ele não consegue jogar uma partida inteira. Lucca foi péssimo, parece que a camisa pesa e ele só consegue jogar em time pequeno. Júnior Dutra movimentou-se bem, mas como todo o time morreu no segundo tempo. É evidente sua dificuldade de atuar centralizado. Precisamos de um nove com a máxima urgência. Até a zaga, sempre tão eficiente, teve seus vacilos. Também preocupante é a recorrente queda de rendimento do time na etapa final. Valmir Cruz precisa ficar mais atento. 
Embora o resultado não altere a classificação do Grupo A e o Corinthians permaneça na liderança do mesmo, o mau desempenho do time preocupa para os desafios da temporada. Há pouco tempo para corrigir os erros e reforçar as posições carentes. A Copa Libertadores está chegando e ainda não conseguimos manter o padrão de jogo e a regularidade, ainda não temos um time organizado e oscilamos muito, inclusive diante de adversários bem fracos. E apesar de estarmos em início de temporada, os desafios estão aproximando-se e exigindo providências urgentes nos aspectos físicos, técnicos e táticos. 

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globoesporte.globo.com-Sergio Barzaghi/Gazeta Press/gazetaesportiva.com 
twitter.com/@Teleco1910/Reprodução TV 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Sessenta e três anos de corinthianismo

Fevereiro é um mês de duas grandes comemorações na minha vida. É o mês em que comemoro a data em que retornei a esse Planeta para novas aprendizagens e o mês em que festejo meu aniversário de Corinthianismo. Não, como muitos pensam, não nasci Corinthiana e só vim a conhecer o Corinthians às vésperas de completar 14 anos. Nasci numa família dividida no futebol, de pai são-paulino fanático e de mãe,"palmeirense desde o tempo do Palestra Itália,"como ela afirmava, batendo no peito. Quinta filha do casal, os irmãos estavam divididos, dois pra cada lado e eu era aliciada pelos 2 lados, para o desempate. Não me preocupava com futebol. Onde eu morava ainda não tinha televisão e criança não mexia no rádio. Jornal também não era muito comum e era leitura de adulto. Morava em Bauru, onde a televisão ainda não chegara e, em casa, quando o assunto era futebol só se falava em São Paulo e Palmeiras. Mas, em 1955, de férias em São Paulo, uma amiga da mamãe, sabendo que ela era palmeirense, nos convidou para ver pela TV um jogo do Palmeiras e para conhecermos a maravilha do século, a televisão. 
Lembro-me como se fosse hoje. Foi no dia 06 de fevereiro de 1955. Neste dia, pela 1ª vez na vida, conheci a televisão, vi o meu 1º jogo de futebol e, o mais importante, conheci o Corinthians. Confesso que fui pro jogo disposta a dar uma força e torcer pro time da mama. Eu até pensei que o jogo fosse contra o São Paulo e só ao chegar na casa dos nossos anfitriões fiquei sabendo que o jogo era contra o Corinthians. Minha 1ª pergunta foi, "quem é o Corinthians?" E o dono da casa, que era corinthiano, esclareceu-me, resumidamente, sobre o Timão.
Acomodamo-nos para ver o jogo e eu estava encantada com o espetáculo e com a tecnologia que me permitia ver o que se passava em outro local no momento em que tudo acontecia. Ficamos em silêncio para melhor usufruir aquele momento. A TV branco e preto não permitia ver as cores, mas isso pouco importava. Eis que os times entraram em campo e, mesmo sem saber quem era quem, me encantei com o Corinthians. Ao vê-lo em campo, eu me arrepiei toda e, naquele momento, a mama teve que torcer sozinha para o seu "Palestra Itália." 
Não entendia bem os lances do jogo, mas, fiquei feliz com o gol do Luizinho, me entristeci com o gol do Palmeiras e sofri até ouvir o apito final e ver a festa da torcida no Pacaembu. Ali começou a minha vida de "corinthiana, maloqueira, sofredora, graças a Deus." O dono da casa, pacientemente, ia explicando o jogo e me deixou mais tranquila, quando disse que bastava um empate pro Corinthians ser o campeão do IV Centenário. 
Hoje comemoro 63 anos de Corinthianismo. No dia 6 de fevereiro de 1955 conheci o Corinthians, me apaixonei e nunca mais o deixei. Por muito tempo, tal qual uma adolescente que namora às escondidas, guardei essa paixão só para mim. Até que um dia fui surpreendida pela mama comemorando um gol do Corinthians. Com o segredo descoberto, assumi publicamente minha grande paixão, que hoje faço questão de escancarar para o Universo, gritando bem alto para que o mundo todo possa ouvir:
SOU CORINTHIANA! 
COM MUITO ORGULHO! 
COM MUITO AMOR!
Como recordar é viver, faço questão de reviver esse dia e compartilhar com os leitores do blog um momento tão importante e significativo da minha vida. 
A decisão

Ficha técnica - Corinthians 1 X Palmeiras 1
Campeonato Paulista do IV Centenário
Local: Estádio Municipal do Pacaembu
Data: 06/02/1955
Horário: 15 horas
Gols: Corinthians: Luizinho - Palmeiras: Nei
Corinthians: Gilmar, Homero e Alan; Idário, Goiano e Roberto; Cláudio, Luizinho, Baltazar, Rafael e Simão. Técnico: Osvaldo Brandão. 
Palmeiras: Laércio, Manuelito e Cação; Nilo, Waldemar Fiúme e Dema; Liminha, Humberto, Nei, Jair Rosa Pinto e Rodrigues. Técnico: Aymoré Moreira
No dia 13 de fevereiro, coube ao São Paulo entregar as faixas de campeão aos jogadores alvinegros. O Timão retribuiu o favor com uma bela vitória por 3 x 1, fechando com chave de ouro a campanha do título que vai ficar pra sempre na história do Timão e da cidade de São Paulo. O artilheiro do Timão foi Luizinho, com 14 gols

Depoimento de Gilmar
“Seria uma decisão como outra qualquer, mas com a diferença de que essa valia o título do Centenário de São Paulo. O Corinthians tinha a vantagem do empate, mas encontrou um adversário difícil. O jogo foi duro e bastante disputado. Logo no início fizemos 1 a 0. Depois, o Palmeiras reagiu e empatou. A partir daí, seguramos o resultado e fomos campeões. Todos queriam esse título, pois quem ganhasse ficaria com a glória para os cem anos seguintes”.
Corinthians Campeão do IV Centenário - Hino

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Carla de Oliveira Nascimento
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Sem sustos, mas sem brilho

Valeu o resultado, mas o jogo deixou a desejar. O Corinthians demorou para entrar no jogo e até viu um Novorizontino aguerrido e bem postado dar trabalho. Teve menos posse de bola (48%), errou muitos passes, (37), finalizou pouco e mal, (duas finalizações certas e 4 erradas), errou 13 cruzamentos e acertou apenas 6, e só conseguiu abrir o placar aos 40 minutos do primeiro tempo num lance de bola parada. Jadson cobrou falta e Pedro Henrique subiu livre para cabecear. Aliás, as jogadas de bola parada têm sido a salvação do Timão na temporada. A partir do gol o Corinthians pouco ameaçou e apenas se defendeu das investidas do adversário, administrando o resultado. 
Embora organizado, o Corinthians teve sua mais fraca atuação no campeonato e o jogo só valeu pelo resultado e pela oportunidade de observar o que tem que ser melhorado. Foi um jogo morno, com erros no meio campo e as poucas oportunidades de gol foram desperdiçadas. Fagner sofreu com as investidas de Juninho, principalmente no primeiro tempo, Juninho Capixaba melhorou defensivamente em relação aos jogos anteriores, Rodriguinho, Clayson e Romero ficaram devendo e Júnior Dutra, embora participativo no jogo, não tem as características necessárias para atuar como centro avante. As mudanças de Carille não surtiram o efeito esperado e em nada mudou a atuação insonsa do futebol apresentado. Emerso Sheik, ainda sem ritmo de jogo e sem as condições físicas e técnicas de sua passagem anterior, pouco rendeu. Marquinhos Gabriel, um tanto disperso, teve uma atuação bem abaixo do que pode e pouco contribuiu. 
A partida não agradou nem o Carille, mais crítico do que em entrevistas anteriores, e os jogadores reconheceram que o time esteve muito aquém de suas possibilidades. Como torcedora, gostei do resultado, mas desaprovei o desempenho. 
Com o resultado, o Corinthians, com 12 pontos, permanece na liderança do Grupo A, abrindo cinco de diferença para Bragantino e Ituano, seus perseguidores. A equipe é a segunda na classificação geral, atrás apenas do Palmeiras. O Novorizontino estaciona nos sete pontos, atrás de São Bento e do Palmeiras, no Grupo C.
Na próxima rodada, o Corinthians enfrentará o Santo André, no Estádio Bruno José Daniel, em Santo André, às 19:30  horas (de Brasília) da sexta-feira, 09/02 e o Grêmio Novorizontino, enfrentará a Ponte Preta,  no sábado, 10/02, às 17:00 horas, (de Brasília), no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. 

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domingo, 28 de janeiro de 2018

Mantendo a freguesia

Um gol relâmpago, alguns vacilos, um bom desempenho, um ótimo resultado, a manutenção da freguesia e a liderança do Grupo A. Eis o saldo do primeiro clássico do ano, na quarta partida oficial do Campeonato Paulista, onde, apesar das dificuldades, o Corinthians mostrou já ter um padrão de jogo, enquanto o São Paulo ainda busca definir sua forma de jogar. No primeiro minuto de jogo, Juninho Capixaba, disparou pela esquerda, Rodriguinho recebeu na entrada da área e ajeitou para Jadson abrir o placar. Mas aos 25 minutos numa vacilada da defesa alvinegra, Brenner deixou tudo igual no marcador, colocando o tricolor novamente no jogo. O gol acordou o Timão e aos 33 minutos, Balbuena, após escanteio bem cobrado pelo Clayson, desempatou o jogo, colocando novamente o Corinthians à frente do placar. 
Na etapa final o São Paulo veio para cima, teve mais posse de bola, mas, sem qualidade, não conseguiu alterar o resultado. Numa das investidas mais perigosas, Balbuena, após uma falha de Juninho Capixaba, conseguiu tirar a bola de Brenner quase em cima da linha e, em outra falha do lateral, Marcos Guilherme chegou a marcar, mas estava impedido e o gol não valeu. Assim, os lances mais perigosos do adversário surgiram por falhas da nossa defesa e não por seus próprios méritos. 
Do lado são paulino, Brenner foi o que mais se destacou, Diego Souza pouco participou e Petros mais reclamou do que jogou. Embora com mais posse de bola, os tricolores não sabiam o que fazer com ela e seus 62% de posse, não passaram de um latifúndio improdutivo. Falharam na criação e erraram nas finalizações. 
No Corinthians, Balbuena e Jadson foram os melhores em campo. Clayson também foi bem e a dupla Jadson/Rodriguinho funcionou no meio campo. Juninho Capixaba foi bem no apoio, mas falhou na marcação. Parece que ele ainda não entendeu o sistema de jogo, devido ao pouco tempo de casa. Com o tempo deve melhorar. O pior em campo foi o Kazim, que apanhou da bola e acabou sendo substituído pelo Júnior Dutra. Precisamos urgente de um centro avante ou mudar o sistema de jogo. 
Após um bom primeiro tempo, as pernas pesaram, o time cansou e caiu de rendimento, consequência natural da curta pré temporada e do desgaste da viagem para participar da Florida Cup. Felizmente, o time terá uma semana antes do próximo jogo, para recuperação dos jogadores, correção das falhas e aprimoramento técnico e tático. 
Com o resultado, o Corinthians, com 9 pontos, permanece na liderança do Grupo A. Seu próximo compromisso será no domingo, 04/02, às 19:30 horas, contra o Novorizontino, em Novo Horizonte. Na quarta-feira, 31/01, o São Paulo enfrentará o Madureira pela estreia na Copa do Brasil, às 21:45 horas, no estádio do Café, em Londrina, já que os cariocas resolveram vender o mando, em decisão em jogo único. Após isso, o tricolor volta a campo pelo Estadual no sábado, às 17:00 horas, contra o Botafogo-SP, no estádio do Morumbi. 

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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Engrenando

Mais uma vitória, mais três pontos e mais um susto. Assim vamos caminhando e engrenando no Paulistão. Ainda bem que conseguimos reagir, mas nossa defesa precisa ficar mais atenta para não precisarmos correr atrás do prejuízo. Nosso misto não foi tão quente quanto eu esperava, mas também não decepcionou. Pesaram o início de temporada, a estreia no time, a falta de entrosamento e de ritmo. Embora Carille negue, foi um bom teste para quem ainda não havia jogado e para constatar a resposta de jogadores que têm tido poucas oportunidades. E por falar em oportunidades, quando veremos Pedrinho e Carlinhos no time? Estou curiosa. 
Para empatar e virar o jogo precisamos da colaboração dos titulares. Aliás, para virar foi preciso a entrada de Jadson e Clayson, que começaram no banco. Mateus Vital sentiu a estreia, a camisa pesou e não rendeu o esperado. Faltou entrosamento e o entendimento do modo de jogar, o que só acontece com mais tempo de casa. Lucca esteve abaixo do que jogou em 2017 e espero que seja devido à amigdalite que o acometeu. O certo é que não dá para avaliar nem crucificar ninguém por uma única partida. Mas, é certo, também, que foi preciso apelar para as mudanças para reverter o resultado adverso. 
Juninho Capixaba, aos poucos vai entendendo o funcionamento da linha de quatro, mas não precisa dar um a vacilada em cada jogo. Ah! Se não fosse o impedimento do Higor!!! Júnior Dutra movimentou-se bem, mas a bola pouco chegou para ele. Maycon e Marquinhos Gabriel aproveitaram bem a oportunidade, foram bem e não decepcionaram. 
Os melhores em campo foram os responsáveis pela virada: Balbuena e Clayson, não apenas pelos gols, mas pelo conjunto da obra. Precisos, seguros e objetivos, com muita garra e dedicação, foram fundamentais para a obtenção do resultado. 
Numa pré temporada curta e prejudicada pela viagem à Flórida, Carille está tendo que acertar o time no decorrer do campeonato, algo semelhante a ter que trocar o pneu com o carro em movimento. Nesse contexto, é inevitável os solavancos e alguns sustos. Com o tempo as coisas vão se ajeitando e o time engrenando. O importante é manter o padrão de jogo, corrigir os erros, dar ritmo a todos, sabendo que na caminhada se constrói o caminho para o sucesso. 
Encerrados os jogos do Grupo A, o Corinthians assumiu a liderança da sua chave.
O próximo compromisso será o clássico contra o São Paulo. E que venha outra vitória, de preferência sem sustos. 

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globoesporte.globo.com-Reprodução/Premiere/meutimao.com.br-Marcos Ribolli/globoesporte.globo.com
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